Aprender corretamente como aplicar testes clínicos ortopédicos é um passo elementar para quem quer trabalhar como perito, não obstante isso não seja o suficiente para o profissional não ortopedista captar tudo o que realmente precisa para se sentir seguro ao final de uma perícia ortopédica.
O próprio médico com formação de base em ortopedia, tampouco se sente à vontade quando inicia como médico perito, pois embora conhecedor, em teoria, de como se aplicar tais testes, acostumou-se a examinar doentes no consultório ou em ambiente hospitalar, cujas respostas certamente tendem a ser mais fiéis ao que se pesquisa. Ortopedistas também têm dificuldade para iniciar ou mesmo seguir com perícias médicas, primordialmente porque é um ambiente diferenciado, que exige técnica e experiência acumulada para absorver o que realmente se passa com o periciando. Em boa parte dos casos há, de fato, alguma dificuldade na obtenção de dados fidedignos ao exame físico tradicional. Resta ao perito se capacitar e seguir se aprimorando sempre na busca do momento em que acaba dominando testes clássicos e importantes variações (ordem de aplicação dos testes, aplicação por relevância, dissimulação…) que lhe permitirão extrair dados mais objetivos e coerentes. Coerência, postura e respeito a uma linearidade de raciocínio e decisões ao longo do tempo são virtudes que andam junto com o aprendizado
acumulado, não ficando à parte na formação sólida de um perito.
Por Dr. Carlos Zawitoski
CRM: 58.972
